sábado, 1 de março de 2014


Quando conheci a poesia.

Estava perdido em um caminho de pensamentos, era extenso e a cada passo o caminho se formava ainda mais longo, era cheio de magia e sonhos. Uma força me impulsionando a seguir em momentos de puro devaneio, acalentos sussurrados pela brisa que sentia na pele do rosto que excitando minha alma prossegui em meus passos sentia-me um louco atrapalhado e sozinho perdido querendo encontrar minha verdade que chamei de poesia.
Foi assim que encontrei a criação de minha alma inquieta e volátil, como o aroma do vinho que inebria e faz sonhar.
Poesia...
Escandalosamente deixa suas marcas em sentimentos de amor, um querer esquisito e tão singular verte em sangue, convidando ao bailar profanando a rima formada de um repente cantarolar. A vida eterna que tênue se separa ao misturar as dimensões em tinta da pena que verte, como em um orgasmo o licor que tipifica a grafia, com linhas tortas em linhas retas ou sem linha nenhuma, escreve e faz existir.
Inspiração que floresce o jardim em flores de mim, sentiu o aroma das flores ouvi os zumbidos e o assovio dos ventos, atentamente sorri com a verdade na face, vivendo esta deliciosa confusão, de um altista transtornado e impulsivo, emoções em graças do viver estava eu de posse de minha alma escrevendo a poesia de mim...
Verbo em sintonia de cada letra, semeando a cariciando cada palavra em seu ventre ao dar a luz, um delicioso poema de sedução com cheiro de intenções, escritas da alma que vaga em um ócio interminável, querendo o amor em todas as suas expressões, despido de pudores, nu como sua musa banhando-se em cântaros de alegria.
Amor que dilacera ao unir as emoções com a razão do viver, intenções de aprisionar o que é liberto e único.
Inspiração da verdade que forja o espirito, fazendo o poeta e sua poesia, magoa que supera as virtudes, poesia que traduz o amor em verdade em ressureição.
Água que dessedenta a criação em um oásis de poesia, carregada de destinos, creditada pelos sonhos de estações, condição máxima desta escrita magica, a loucura que faz chorar ao sorrir poetizar.
Encontrar a poesia que pulsa em meu coração, é e sempre será a verdade que inspira os sonhos, assim acontece em tempestade, habitat da loucura réquiem de todas as tristezas berço do amor.
Poesia em ser e estar poesia, assim eu descubro você em meus lençóis de puro êxtase e sedento pelo amor que faz a vida valer a cada instante em poesia.



Hélio Ramos de Oliveira

sábado, 8 de fevereiro de 2014



Invenção do beijo




Era um sonho de felicidade
Alegria do amor esta nas mãos dadas
Caminhar pela vida inventando o paraíso
Cores do céu em um lindo olhar

Amores difusos em mundos de fantasias
Alegrias de todas as fontes
Sexo que distingui e unem-se
Encaixes da fenda a ereção

As bocas que bebem e dessedenta
Secura do calor que em febre aquece
Romance e paixão que enlouquece a alma
Em um toque de lábios entrelaçam-se as línguas

Uma dança de fogo que refresca o desejo
Um cortejo
Um beijo e inventou-se o escândalo
O beijo perfeito duradouro em horas

Abocanham-se os espíritos com impulsos e delírios
A boca que abocanhar-se com os lábios
Seduzir com espanto de loucura
O beijo é o desejo de sonhar



Hélio Ramos de Oliveira 

Faz do reflexo sua pureza e magia
Fluidez universal do espirito
Absolutamente necessária faz o viver
Atmosfera em uma linha tênue
Azul do céu desta terra plena
Linda Gaia da imensidão do universo
Em suas tempestades ou gélidas fontes
Celestial espirito feminino desta Deusa
Cada gota de seu sorriso alegra e formam-se as nuvens
Em suas fontes escorre a vida em cascatas
Esperando do céu em sua máxima composição
Parcelas de seu fluido que refresca
Envolto em pressão de turgor em sua expressão
Sinônimo de máxima pureza
Dessedenta e refresca como um beijo molhado
Símbolo deste imenso habitat
Sejamos bondosos como são os amantes
Respeitemos as fontes que são os mananciais
Proveremos a vida em sermos seu protetor
Existência é partilha incondicional
Água fonte da vida que nasce da Terra
Homem é dadiva divina que provem nesta terra
O que brota em amor
Água que banha e refresca
Neste ato de amar
Chuva que cai e refresca
Molha o chão faz o broto em sua inspiração
Esperança da vida em sua continuação





Hélio Ramos de Oliveira

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014


Ator

Sou o ator de meus poemas
A curiosa pessoa que escreve e conta
Ainda me espanto com aos cantos de passarinho
Ver nadar em um lago lindos peixinhos

Sou eu quem lamenta a violência
Que sorri por ser bobo e chorar por ser humano
Ainda rego minhas lindas plantinhas
As orquídeas orgulhosas e o manjericão

Sou o que faço em exemplo da vida
Exercito minha parte amor
Faço a rega dos prazeres que me deslumbram
Dirijo o filme de minha autoria

Sou a alma penada em sorrir com ingenuidade
Faço amor com a brisa que envolve meu ser
Amo com carinho o toque que me deixa molinho
A verdade da vida que se descobre sozinho

Sou a resposta da pergunta que nunca fizeram
Um menino que brinca com suas coisas
Curioso é ver o beijo do beija-flor
Sentir o sabor da amora e da namorada

Sou quem procura a felicidade sem dar nada em troca
Quem cultiva seu jardim com cheiro de poesia
Sendo assim nessa vida minha via de fato
O amor sem pecado divindade de mim


Hélio Ramos de Oliveira

domingo, 20 de outubro de 2013


Das faces deliciosas de uma mulher, se fez a perfeita 

poesia, completa em todas as fantasias e absoluta em 

seus desejos em amar.





Hélio Ramos de Oliveira

quinta-feira, 17 de outubro de 2013


Leitura o amor em silêncio

Leitura que grita em silêncio
Apoderamento do universo
Versos em prosas e encantamento
Conhecimento é um delicioso romance

Verdade, assombramento ou loucura.
Cura da alma
Envenenamento do ignóbil
Compilamento das memorias e emoções

Vivacidade...
Eleita a leitura em voz de silencio
Em posse que demanda o prazer
Estar por todas as partes

Navegar...
Sem solidão
Enveredar-se pelos mundos
Colher e emanar os sentidos

Habituar-se em descobrir
Encenar e ser parte do elenco
Interagir ao responder
Cantarolar virando as páginas

Sonho...
 A face em capa dura
Vidas escritas em tinta
Impressão fulgurante

Abstração do real instante
Fantasias verdadeiras
Pupilas em devaneios ao passear
Olhar os escritos de alma

Verdadeiro ou falso
Acordos que se fazem ao viver
Ler a mais linda literatura
Escrever a historia de você


Hélio Ramos de Oliveira

sábado, 12 de outubro de 2013


Crianças do mundo


O toque de Midas que tudo realiza em riquezas
A grandeza do sorriso e no olhar que reflete a verdade
Criança que decora o mundo de esperança e beleza
As mãos macias que seguram em confiança

O acalento buscando o abrigo
Braços que alcançam a alma
Singela presença da Virgem Maria
Filho que nunca deixa seu reinado

Abracemos as crianças para acariciar o mundo
Olhando o espelho e encontrando as respostas
Somos todos os pequenos meninos e meninas
Aos pais que comovidos ao nascer mais uma criança

Refazendo seu mundo enchendo de esperança
Somos criança como o Deus pequenino nascido em Belém
Feliz é o mundo com tão nobre presença
O amor na alegria do correr e pular

Tão bela fantasia o cântico de seu choro
Os desejos manhosos que dominam em vontade
Crianças são as princesas os príncipes as majestades
Nunca cresce quem sorri dizendo a verdade

Quem acolhe com um abraço de carência e emoção
Ser eterna criança é passear em um bosque
Correr sem destino encontrando a emoção
É a arte em tudo que desenha seu contexto

A oferta de um doce em um olhar de paixão
Brincadeiras eternas conspiração do universo
É ser gente em seu processo de formação
Seremos todas crianças, enquanto houver coração.



Hélio Ramos de Oliveira